Aluno, funcionário e ex-funcionário da USP são detidos em confronto

Os três presos foram liberados pela polícia na noite desta terça-feira (9).
PM usou bombas de gás, spray e balas de borracha contra manifestantes.

Paulo Toledo Piza Especial para o G1, em São Paulo

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Três manifestantes foram detidos durante um confronto entre a Polícia Militar e estudantes e funcionários da Universidade de São Paulo (USP) nesta terça-feira (9), na Cidade Universitária, na Zona Oeste de São Paulo.

Entre os detidos, está Claudionor Brandão, ex-diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp). Ele e os outros dois manifestantes foram encaminhados no início da noite ao 93º Distrito Policial, no Jaguaré, onde assinaram um termo circunstanciado por desacato, resistência à prisão e danos ao patrimônio público. De acordo com a PM, um escudo e um carro policial foram danificados no confronto.

Segundo Brandão, a Polícia Militar foi abusiva. “Vi um rapaz sendo preso e fui até os policiais questionar a prisão. Falei com os PMs e eles já me deram voz de prisão”, afirma.


Ele nega ter sido desrespeitoso com os policiais. “Eles é que me agrediram, viraram minhas mãos para trás e me algemaram”, afirmou, mostrando as marcas das algemas nos pulsos. Além de Brandão, foram levados à delegacia um técnico de informática de 32 anos que trabalha no Instituto de Estudos Brasileiros e um estudante de História de 36 anos.

Por volta das 20h, os três seguiram para o Instituto Médico-Legal (IML), onde serão examinados e, em seguida, serão liberados. No horário, funcionários, estudantes e professores se reuniram em assembleia no campus, perto da Reitoria, para discutir os acontecimentos.

Provocação

No começo da noite, o tenente-coronel Cláudio Longo informou o motivo do começo do confronto. Segundo ele, a polícia apenas teria reagido a uma ameaça: um grupo de manifestantes tentou agredir policiais enquanto retornavam para a frente da Reitoria, após desbloquear o acesso à universidade.

Em nota, a PM rebateu as críticas do sindicato. “É imprescindível esclarecer que a ação da Polícia Militar não está sendo, em momento algum, violenta como querem afirmar alguns integrantes do Sintusp. A Instituição Polícia Militar respeita a causa do Sindicato, mas repudia afirmações de que é um ‘retrocesso autoritário’ a entrada da Polícia no Campus”.

Reivindicações

Os manifestantes reivindicam a saída da Polícia Militar da universidade, presente no campus desde a semana passada, e a reabertura de negociação salarial com o Conselho de Reitores das Universidades Paulistas (Cruesp), interrompida no último dia 25. Estudantes também protestam contra a oferta de curso à distância pela universidade. A Reitoria da USP diz que só volta a negociar com o fim dos piquetes.

O Fórum das Seis, que reúne entidades sindicais de professores e funcionários das três universidades paulistas (USP, Unicamp e Unesp) também havia dito, por meio de nota, que a decisão de manter os policiais nas portarias dos prédios para garantir o livre acesso é uma tentativa de “intimidar o movimento social”.

Foto: Márcio Fernandes/AE

Polícia usou spray de pimenta e bomba de efeito moral contra estudantes e funcionários da USP na tarde desta terça-feira, em São Paulo (Foto: Márcio Fernandes/AE)

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