Retinoblastoma




Principais sintomas da doença

O principal sintoma é a baixa visão que, quando ocorre nos dois olhos, pode ser percebida pelos pais da criança. O retinoblastoma também se manifesta através de um brilho branco semelhante ao do olho do gato (leucocoria), quando a pupila é submetida à luz artificial. Esta observação geralmente é feita pelos familiares. A criança com retinoblastoma pode ainda apresentar estrabismo (vesgueira) e aparência anormal do olho.

Fotos com flash podem denunciar a doença, quando os olhos não refletem a cor vermelha em um dos olhos ou em ambos. Nem todos os casos de ausência de reflexo vermelho, no entanto, ocorrem devido à presença de retinoblastoma. A catarata congênita e o glaucoma congênito, por exemplo, também provocam um reflexo branco através da pupila.

O Teste do Reflexo Vermelho, realizado pelos pediatras nos primeiros dias de vida da criança é um dos exames que podem diagnosticar a doença precocemente. O teste é obrigatório apenas em alguns Estados brasileiros. Por este motivo os pais têm papel fundamental na percepção de qualquer anormalidade e no encaminhamento urgente ao oftalmologista.

A avaliação oftalmológica periódica na infância é de grande importância para detectar o Retinoblastoma e outros problemas visuais que podem comprometer o desenvolvimento da criança e seu desempenho futuro.



Reflexo Vermelho

O Reflexo Vermelho é o reflexo que vem através das pupilas quando estas são submetidas a uma fonte de luz. Este reflexo é, muitas vezes, observado em fotografias com flash.

Criança com Reflexo Vermelho normal. A parte interna da retina saudável é vermelha (veja ao lado). Por este motivo a luz reflete esta cor.

O Reflexo Vermelho normal (em tons de vermelho, laranja ou amarelo, dependendo da incidência de luz e da pigmentação da retina), mostra que as principais estruturas internas do olho (córnea, câmara anterior, íris, pupila, cristalino, humor vítreo e retina) estão transparentes, permitindo que a retina seja atingida pela luz, de forma normal.

Quando há alteração na estrutura do olho, geralmente não se observa o reflexo, ou este não se apresenta com uma boa qualidade. Estas alterações são diagnosticadas pelo oftalmologista através do Teste de Reflexo Vermelho, exame obrigatório em alguns Estados brasileiros.

Na foto ao lado, Reflexo Vermelho anormal. Leucocoria denuncia presença de retinoblastoma.

Como é realizado o exame de Reflexo Vermelho

O Teste de Reflexo Vermelho é simples e rápido. O pediatra deve examinar os olhos como faz com deformidades físicas.

  • O exame deve ser realizado na penumbra, para facilitar a dilatação das pupilas.
  • Quando houver dúvida ou dificuldade em realizar o exame, pingar uma gota de tropicamide a 0,5% 30 minutos antes para dilatar a pupila e facilitar o exame.
  • O pediatra usará uma lanterna e um oftalmoscópio direto que deverá ser colocado a uma distância de cerca de 1 metro dos olhos da criança.
  • O oftalmoscópio deve ser usado para pesquisar o Reflexo Vermelho simultaneamente nos dois olhos e a lanterna para examinar os reflexos fotomotores e a face, observando as assimetrias nas hemifaces.
  • Devem ser inspecionados os supercílios, margens orbitárias, fenda palpebral, pálpebras, cílios, conjuntiva, pontos lacrimais, saco e glândula lacrimal.
  • Nos olhos, devem ser observadas as estruturas anatômicas do olho e possíveis diferenças no seu tamanho ou posição.
  • Se for encontrado um reflexo diferente entre os olhos, ou a presença de um reflexo branco-amarelado, esta criança deverá ser avaliada com urgência pelo oftalmologista.

Quais patologias podem ser encontradas

O Teste de Reflexo Vermelho pode detectar reflexos diferentes entre os olhos, ou presença de reflexo branco-amarelado visto através da pupila, chamado pelos oftalmologistas de leucocoria. Este reflexo diferente pode significar diferenças no poder refrativo dos olhos, ou seja, grau que pode levar à necessidade de óculos.

As mais importantes causas de leucocoria são a catarata congênita, o retinoblastoma (tumor na retina) a retinopatia da prematuridade e as infecções intra-oculares. O tratamento de todas estas patologias, quando feito antes do período crítico (primeiros três meses de vida) tem resultados muito melhores.

Saiba mais sobre o Reflexo Vermelho e sobre a importância da participação conjunta de pediatras, oftalmologistas e pais na luta pela prevenção da cegueira.

Quais os exames necessários e como é o tratamento

Em caso de suspeita, o primeiro passo é encaminhar a criança ao oftalmologista com a máxima urgência. O diagnóstico é realizado através de exames como o fundo de olho, ultrassonografia ocular e tomografia por computador. O oftalmologista, através de sua avaliação, determinará a necessidade, ou não, destes exames, bem como o encaminhamento da criança ao tratamento adequado para o seu caso específico.

O tratamento do retinoblastoma permite, em muitos casos, controlar a doença e conservar o globo ocular e a visão. O tipo de tratamento adotado depende de seu estádio de evolução. Veja como podem ser os tratamentos:

Tumores pequenos
Normalmente são tratados por laser (hipertermia a laser, ou seja, aquecimento do tumor através do laser diodo).

Tumores médios
São tratados por quimioterapia (aplicação de drogas via endovenosa), braquiterapia (tratamento radioterápico de contato, onde uma placa de ouro com iodo radioativo fica implantada por alguns dias no olho da criança) e laser.

Tumores grandes
Normalmente são tratados pela enucleação (remoção do globo ocular). Em caso de metástase (transferência da afecção para outras partes do organismo, dando origem a tumores secundários), a quimioterapia (aplicação de drogas via endovenosa) e a radioterapia podem fazer parte do tratamento.

Em caso de necessidade de enucleação, há a possibilidade de implante de prótese ocular, mediante avaliação do oftalmologista. Estas próteses, cada vez mais sofisticadas, não reabilitam a visão da criança, porém asseguram a estética. O Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem, através de seu Departamento de Lentes de Contato e Próteses Oculares é pioneiro nesses serviços no Estado de Santa Catarina.

Atualmente os grandes centros de oncologia apresentam uma variedade de tratamentos conservadores multidisciplinares.

Mais informações: www.tucca.org.br

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