Jordânia deixa tabu de lado e aceita arak como bebida alcoólica nacional

Influência ocidental faz país permitir a venda e o consumo de álcool.
‘Temperado’ com anis, arak tem sabor forte e é bebido diluído em água.

Daniel Buarque Do G1, em Amã – O repórter viajou a convite do Jordan Tourism Board

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Jordaniana serve doses de arak diluído em água e gelo em bar de Amã (Foto: Daniel Buarque/G1)

A Jordânia tem uma população majoritariamente islâmica, mas o país não deixa de ter a sua bebida alcoólica nacional. Apesar de o álcool ser proibido pelo Alcorão, a política mais ocidentalizada adotada pelo governo do Rei Abdullah II faz com que uma cidade grande e cosmopolita como a capital, Amã, tenha lojas de bebidas e bares que servem aberta e livremente cerveja, vinho e o destilado que representa o país: o arak.

Preparado com uvas fermentadas e destiladas, o arak é “temperado” com um toque de anis, que deixa a bebida com um sabor intenso, característico e difícil para quem não conhece. Com até 50% de teor alcoolico, ele costuma ser bebido diluído em água e gelo (1 dose da bebida para 2 de água), ficando mais suave, adocicado, leve e se tornando um líquido branco.

Foto: Daniel Buarque/G1

Montagem mostra uma garrafa de arak e copo com dose da bebida diluída em água e gelo (Foto: Daniel Buarque/G1)

Em árabe, segundo a “Pequena Enciclopédia da História das Drogas e Bebidas”, do historiador Henrique Carneiro, arak significa suor, transpiração. A aparência esbranquiçada, entretanto, fez com que o arak bebido diluído ganhasse nomes diferentes, como leite de leões, ou leite de camelo.


A bebida é muito comum nos países árabes, como a própria Jordânia, a Síria e o Líbano. O termo arak tem origem na Índia, entretanto, originado da seiva de coqueiros extraída por fendas no tronco, segundo a enciclopédia, e o seu nome pode se referir a qualquer bebida anisada.

Limonada

Os muçulmanos não bebem nada que contenha álcool porque o Alcorão proíbe tudo o que cause intoxicação e diz que o mal causado, o pecado, é maior de que o bem. A proibição vale mesmo que seja necessária grande quantidade de uma bebida para haver a intoxicação: não se deve beber nem mesmo pouco dela. Alguns islâmicos mais fervorosos se negam até mesmo a tocar em garrafas de vinho e cerveja por conta dessa proibição.

Como 92% da população jordaniana é muçulmana sunita, é comum encontrar restaurantes que não servem nenhum tipo de bebida alcoolica, nem mesmo para os cristãos que vivem no país ou para os estrangeiros.

Quando não há álcool, há quem beba cerveja não-alcoolica, há quem beba água, refrigerantes. Uma alternativa comum é a “limonada de menta”. Trata-se de um suco de limão batido com folhas de hortelã, que deixam a bebida ainda mais refrescante (como no Brasil fazem com o suco de abacaxi), por mais que às vezes eles exagerem um pouco no açúcar.

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