Madeleine: Pedófilo britânico que estava no Algarve "suspeito"

Londres, 22 Mai (Lusa) – Um pedófilo britânico é considerado “suspeito” pelo desaparecimento de Madeleine McCann pois encontrava-se no Algarve na mesma altura, noticia hoje a imprensa britânica.

Lusa
0:40 Sexta-feira, 22 de Mai de 2009

Londres, 22 Mai (Lusa) – Um pedófilo britânico é considerado “suspeito” pelo desaparecimento de Madeleine McCann pois encontrava-se no Algarve na mesma altura, noticia hoje a imprensa britânica.

Raymond Hewlett, de 64 anos, estava alegadamente a viver em Tavira, a cerca de uma hora da Praia da Luz, em Maio de 2007, data do desaparecimento da criança inglesa, quando passava férias com a família.

O ex-soldado, relata, o Daily Mail, tem um passado conhecido de ataques a meninas que remonta a 1972, quando foi condenado por abusos a uma rapariga de 12 anos.

De acordo com o diário The Sun, Raymond Hewlett foi interrogado pela polícia portuguesa mas forneceu um álibi que o ilibou de suspeitas.

O porta-voz da família McCann, Clarence Mitchell, admitiu à Sky News que o homem “interessa à investigação” que os pais estão a financiar para encontrar a filha mas recusou adiantar pormenores sobre as acções em curso.

Da equipa de investigadores privados fazem parte dois antigos polícias britânicos actualmente aposentados, Dave Edgar e Arthur Cowley, que se encontram a analisar o caso arquivado pela Polícia Judiciária portuguesa.

Os detectives ingleses já tinham divulgado, há duas semanas, um retrato desenhado de um “suspeito” que teria, de acordo com testemunhos, rondado durante dias a área do complexo turístico onde estavam os McCann.

Clarence Mitchell declarou há dias que a entrevista que os pais de Madeleine, Kate e Gerry McCann, concederam à apresentadora norte-americana Oprah Winfrey, bem como o documentário que fez uma reconstituição do desaparecimento transmitido na televisão para marcar o segundo aniversário, resultaram em novos testemunhos.

Na semana passada, a família avançou com um processo de difamação contra o ex-inspector da PJ responsável pela investigação ao desaparecimento, Gonçalo Amaral, por “contínuas e grosseiras afirmações”.

Gonçalo Amaral publicou em 2008 um livro, intitulado “Maddie – A verdade da mentira”, onde alega que a criança, então com três anos, morreu no apartamento onde a família estava instalada e lança a suspeita de que os pais terão participado na ocultação do cadáver.

Os pais foram constituídos arguidos em Setembro de 2007 mas ilibados em Julho de 2008 por falta de provas para apoiar a hipótese, privilegiada pelo inquérito, de morte acidental da menina.

Também o outro arguido no processo, Robert Murat, foi ilibado do caso na mesma altura.

A família manteve desde o início a posição de que Madeleine foi raptada.

Até hoje, as autoridades não conseguiram saber o que realmente aconteceu, tendo o Ministério Público arquivado o caso, que pode ser reaberto se surgirem novos dados sobre o desaparecimento de Madeleine.

BM.

Lusa/fim

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