Déficit da Previdência cresce 14% em 2009 e soma R$ 15,2 bi até abril

EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O déficit nas contas da Previdência Social cresceu 14% nos quatro primeiros meses de 2009, para R$ 15,2 bilhões, na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado é a diferença entre uma arrecadação de R$ 53,8 bilhões –aumento de 5,2% em relação a 2008– e uma despesa de R$ 69 bilhões (alta de 7%).

Somente em abril, a Previdência arrecadou R$ 14,1 bilhões e pagou benefícios no valor de R$ 17,2 bilhões, o que resultou em um déficit de R$ 3,1 bilhões. Em relação a abril de 2008, o déficit cresceu 5%. Na comparação com março deste ano, caiu 1,5%

“Nesse ano o crescimento da arrecadação está sendo menor do que no ano passado. Esse é um dos reflexos [da crise]”, disse o secretário de Previdência Social, Helmut Schwarzer.

O secretário destacou que a arrecadação teve forte queda nos meses de janeiro e fevereiro, por causa da crise, mas se estabilizou na casa de R$ 14 bilhões nos dois meses seguintes.

Outro motivo para o aumento maior das despesas, segundo o ministério, é o reajuste antecipado em um mês do salário-mínimo em relação a 2008.

Área urbana

Em relação aos trabalhadores na área urbana, o déficit acumulado no ano está em R$ 2,8 bilhões, crescimento de 31,6%. A Previdência rural registrou déficit de R$ 12,45 bilhões, avanço de 10,5%.

O ministério prevê um déficit de R$ 40 bilhões para este ano, concentrado na área rural.

“Na área urbana estamos trabalhando para não ter subsídio. Todo o déficit vai ser na área rural. Caminha para isso”, disse o ministro da Previdência, José Pimentel.

O ministro disse que espera uma recuperação da arrecadação ao longo desse ano, devido à melhora no mercado de trabalho a partir de março. Em relação às despesas, o governo prevê também uma estabilização em torno do patamar atual.

Valores pagos

Em abril, 69,3% dos benefícios pagos pela Previdência possuíam valor de até um salário mínimo. Isso representa 18,3 milhões de beneficiários que ganham o piso do INSS ou benefícios assistenciais menores que esse valor.

Eles representam 47,2% dos benefícios pagos na área urbana (7,2 milhões de pessoas) e 99,3% na área rural (7,7 milhões de beneficiários).

O valor médio dos benefícios e aposentadorias pagos no ano chegou a R$ 655,50, o que representa um aumento real (acima da inflação medida pelo INPC) de 22,4% desde 2002.

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